quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Quero eu, quero você.




Quero café na cama, morango na boca e beijo na testa. Beijo de nariz, beijo com pegada, beijo com amor. Carinho no cabelo, cafuné na nuca, mordida no pescoço e cócegas pra fazer as pazes. Mensagem de bom dia, mensagem no meio do dia e ligações inesperadas com direito a suspiros. Quero ciúme bobo, quero briguinhas e discussões. Conversar sério, conversar até o dia amanhecer, conversar sobre tudo, rir até a barriga doer, olhar pro nada e rir mais ainda, e tudo com você. Quero reconciliações, quero fazer as pazes com beijo gostoso, quero buquê de flores, quero romantismo, quero brigadeiro de panela, quero te beijar na chuva, quero ficar um domingo inteiro sem sair do sofá com você do meu lado. Quero andar de mãos dadas, quero abraço apertado, quero proteção, quero te proteger. Quero segurança, paz, quero amor e felicidade. Quero eu, quero você. E quero essas duas coisas juntas.



— Giulia Mainardi  

Canção do coração




Faz de mim
tua poesia,
teu violão,
teu riso largo.
Faz de nós,
a sós,
uma canção
do coração.

— Capitule.     

Retrato e Saudade



Guardo um retrato teu, e a saudade mais bonita. 

— Legião Urbana

Sempre acaba


Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba…

— Legião Urbana.  

Você vive em minha memória







Hoje te perdi. Mas posso te achar de novo. 

Num mundo onde não existe distância, onde não existe relógios, onde não existem cobranças… onde a única coisa que há são as lembranças!

Você vive em minha memória e dormir é a chave para nosso reencontro!



- Anne 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ando me distanciando...



Ando me distanciando e nem sei ao certo o que acontece. Já não sinto vontade de falar com muita gente. O bom é que muitos não percebem, assim eu não preciso perder tempo tentando explicar as razões pelas quais venho querendo fugir. Essas coisas são muito cansativas. Aliás, a maioria das coisas que envolvem pessoas são cansativas.

— Sean Wilhelm.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Você me lê errado



Você me lê errado,
como se eu fosse
um livro qualquer
e lê pensando 
que me entende
mas está lendo
como quer.


— Poeticências

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Não era amor?



A saudade me faz ficar emotiva, tudo que vejo, ouço ou falo me lembra você. No silêncio do meu quarto é onde a saudade ecoa mais alto, o vazio me deixa inquieta, há momentos em que me desespero. Olho reiteradamente para a tela do computador, para o celular, ansiando por um sinal seu, mas sei que você não voltará mais. Tento me conformar com a sua ausência, com a nossa distância, mas algo dentro de mim não quer aceitar o fim de tudo.

Se fizermos uma análise mais superficial do nosso "relacionamento", iríamos dizer que nada realmente aconteceu, não ouve toque, não compartilhamos o mesmo lugar, não fizemos um compromisso oficial. Mas nada deve ser baseado no superficial, ao analisarmos mais profundamente, descobrimos que o que tivemos, muitos casais nunca terão. Tivemos uma cumplicidade inexplicável, um carinho sincero, uma preocupação verdadeira para com os problemas e expectativas um do outro.

Em dado momento, fomos mais parceiros que muitos casais que estão juntos há décadas. Com você compartilhei meus sonhos, meus desejos, meus medos e minhas alegrias. Com você desejei ser diferente, mudei conceitos e abri mão de certos preconceitos. Tentei ser a pessoa que estaria ao seu lado nos maus e nos bons momentos, que seria a primeira a saber como foi seu dia, quais foram as suas conquistas, quem receberia o seu primeiro bom dia e seu último boa noite.

Hoje só me restam lembranças, de um momento bom, de quando éramos você e eu. E suas palavras de carinho e algumas de amor, que você pode até não lembrar, mas eu lembro perfeitamente, ficam ecoando dentro de mim. Ah, como queria ser tão forte quanto transpareço ser, e esquecer aquilo que um dia eu julguei ser amor.

 Eliene Percília

Preciso de certezas



Não é que eu tenha te esquecido, as coisas não acontecem de uma hora pra outra. Eu só me libertei de você, peguei meu coração de volta e a partir de agora só entrego de novo a alguém se me der garantias de que não me arrependerei, como me arrependi contigo. Preciso de certezas, pois todas incertezas possíveis você já me deu.

Eliene Percília

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Foi num domingo



Foi num domingo que a gente se encontrou pela última vez, não que eu soubesse, eu não sabia que aquele dia seria a última vez que eu te veria, talvez você soubesse, talvez fosse seus planos me abandonar assim, sem despedidas, não sei.
O que sei é que foi num domingo, fazia frio, o dia estava nublado, o vento cortava silencioso o ar, você me viu, roçou seus lábios nos meus levemente, me abraçou e aprofundou o beijo, eu suspirei, você sorriu. 
No sofá da sala da sua casa, sentamos em silêncio, tanta coisa pra ser dita, mas as palavras se perderam na tensão desse último encontro. 
A conversa foi banal, você não me deu nem um único sinal de que seria o fim, o beijo foi mais doce, o abraço mais carinhoso, as risadas mais alegres. E eu não percebi nada, pensava que dessa vez daria certo, que dessa vez nós daríamos certo. Não deu. E eu quase me declarei, engoli as palavras no momento em que o seu celular tocou, você se levantou sem nem mesmo se desculpar e atendeu, falando baixinho, sorrindo com vontade. Se afastou, me deixando sozinha na sala, eu ouvi pedaços de sua conversa ao telefone, e me perguntei quem seria a pessoa do outro lado da linha, a pessoa que tinha o seu sorriso mais sincero e as suas palavras mais amorosas? Não era eu... 
Eu ainda continuava sentada no sofá da sala, quieta, tentando acalmar o coração, querendo correr, querendo gritar, querendo fugir. Mas continuei no mesmo lugar, esmagada pela dor e pelo ciúmes.
A ligação terminou e você apareceu na sala com um jeito desconfiado, com as bochechas rosadas, parecia genuinamente feliz e arrependido de me ter ali, com você.
Eu forcei um sorriso, disse que precisava ir embora, estava tarde. Sempre seria tarde em relação a nós dois. Você sorriu de volta, quase aliviado por ser eu a ter pensado nesse subterfúgio. Eu levantei, agradeci, o quê eu não sei, não se agradece por companhia, ou por beijos e abraços. Você me abraçou, e eu quase chorei, mordendo os lábios pra conter as lágrimas. 
Eu disse "tchau" e você balbuciou um "adeus". 
E nunca mais te vi. 

 E são nesses malditos domingos nublados que eu sempre lembro de você. 
Ainda não consegui te esquecer!

— Rosi Rosa